.
Se avanço, o tanto me afasto
e encomendado que estou ao silêncio,
não incomodarei a sombra da manhã
que há pouco, ainda agora, foi inventada para o mundo.
Se avanço, o tanto me aproximo
da mão que soube compor os atalhos,
o gasto repouso onde acordo o meu passo
o pequeno decalque da torre ao céu, a árvore que
lacrimeja um sopro movediço, a folha, a mínima pele
que se detém suspensa, no ar
no canto breve da casa onde acorda o astro;
E se me detenho, sou do mundo a folha de papel,
a voz que se aclara, claro o detalhe e
Se avanço, estou e traço
e acordo o horizonte onde nada é definitivo,
onde no mundo, o centro é aqui ou ali,
e o todo é coisa que tanto faz,
e faz sentido,
até porque o mais alto dos lugares também pode ser profundo
e aqui, onde avanço o tanto que me afasto
me retorno à sombra que aguardou o tanto da manhã
que há pouco, um pouco antes do astro
ainda era do mundo mais um começo.
Se avanço,
o tanto que me aconteço.
Março 2011, 17
[texto inspirado e “lido” no trabalho de imagem Memorial Day 2009, de Paul A Carter,
gentilmente, autorizou a reprodução, e cujos os direitos detém completamente.
Um enorme, imenso abraço, Paul]
.
A constante incerteza, a subjetividade de tudo.
ResponderEliminarAbraço
OA.S
Passos incertos...
ResponderEliminarAvança, retorna, retoma o passo no solitário
silêncio da manhã.
afetuoso abraço, Leonardo
Marlene
Fico então a contemplar as paisagens de dentro expostas diante dos teus olhares luzidios que, por agora acontecem.
ResponderEliminarUm grande abraço, Leonardo
el progreso nos ha dado luces sobre muchas ignorancias, pero también muchas armas para destruír todo lo creado
ResponderEliminarfuerte poema , fuerte visión poética plasmada
Felicitaciones Leonardo
buen fin de semana
guardo em mim todas as (in)certezas daquilo que um dia fui e quis guardar nos mais (in)certos caminhos, os passos que ainda me esperam (in)certos, certamente chegar.
ResponderEliminarBeijos, Léo.
Japón con su desastre natural, y esa planta de Fukushima que nos tiene en vilo, ahora es Libia, la que nos desgarra la mirada, hasta cuando , hasta donde, este marzo no nos da tregua , primavera u otoño, parece que el tiempo se ha estancado en tres pulsos... impotencia , miedo, horror
ResponderEliminarabrazos Leonardo, las fuerzas que nos quedan con ellos, con los que nos necesitan , con quienes tienen el grito ahogado
Al final, todos los horizontes acaban en los zapatos.
ResponderEliminarAbrazos
***
Super interessante o avanço e o retorno em relação à sombra!
ResponderEliminarBeijos, poeta!
Mirze