2011-04-26

horizonte nº 11

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Ainda há tempo,
ainda há barro e pedra,
grão da negra terra feita chuva,
para construir, a tão urgente
a grande nuvem
de papel vegetal, agora
que ainda há vento
e aprendizagem do caminho
que invento, devagar.


Ainda há tempo,
ainda há por cosmo um lugar
um peito adivinho e teimoso,
na pegada do primeiro chão
que invento, devagar
nas formas do céu em linho
o corpo da ave, o movimento
do rio que na nascente se demora,
em água anis, e também
o que no mundo se faz ventre,
nuvem dum céu que não erra,
temos ainda
a tábua, o vidro, a pedra,
aqui e todo o lugar, mais além
onde ainda há tempo


para construir, a tão urgente
a pedra mole
que bate dentro, desigual
e para tal, haja a vontade
porque ainda há tempo.


Abril 2011, 26

[texto inspirado no trabalho Away Down the Lane, de Rowan Hunn, a qual reproduzo com autorização do autor, que gentilmente assentiu ao meu pedido. Um muito obrigado!]
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13 linhas para o horizonte:

  1. E enquanto houver tempo há a esperança do desabrochar da poesia a cada tempo, enquanto houver.

    abraço grande!

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  2. Num céu de linho por forma, no movimento do vento, na pedra que margeia o caminho...
    Em algum lugar no cosmo, na nuvem de crepom,
    aqui ou mais além...

    Há tempo, sim, poeta!

    Carinhoso abraço, Leonardo!

    Marlene

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  3. A Cerne da Alma proverá belas e poéticas caminhadas!

    ''porque ainda há tempo''

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  4. Há sempre tempo, entre o parar e o andar...
    Nas curvas dos cílios sob o sol.
    Seu blog é muito bom.
    Gostei de está por aqui.
    Beijos

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  5. ainda há espaço
    nesse compasso epilético
    há lugares
    para saberem-se os sabores
    os prazeres
    as cores
    há sim!
    Há abraços para se costurar
    olhares para compartilhar
    há de haver o tempo,
    à tempo
    pra não se perder de vista.

    Meu abraço imenso, Léo.
    Samara Bassi.

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  6. Belíssimo, me encanta olhares otimistas, diferentes olhares otimistas, como o teu.

    Bejou, Ballerina.

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  7. Sempre haverá tempo, porque há urgências que precisam ser construídas... Muito belo


    Beijos.

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  8. Encontrei esse blog que é um encanto
    suas poesias são belissima .
    Sou brasileira apaixonada por Portugal
    isso a muitos anos.
    Tomei a liberdade de seguir o seu blog
    espero pelo amigo aqui no Brasil.
    beijos e beijos com todo carinho,Evanir.
    www.aviagem1.blogspot.com

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  9. Me ha encantado visitar tu blog Cesar, preciosos versos amigo
    Un abrazo
    Stella

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  10. Lindo o entender do tempo que há e do que haverá de vir,

    Maravilhoso!

    Beijos, criança!

    Mirze

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  11. que verdadeiro o nome de seu blog.
    É isto _ nem fronteiras nem horizontes definitivos, e eles me encantam.
    Vim do cerrado, que chamo horizonte-mar, embora mar não haja ali.
    Sou mineira, e vou tomar posse como de direito da expressão "confins", de nosso Guimarães Rosa.
    Para além de... onde estamos, sempre para além de, em outras palavras, seres transcendentes.

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  12. Os horizontes se abrem a cada dia. Gostei do seu blog,Yayá.

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  13. Sim! Ainda há tempo, e como há!

    Tão bom passear por teus versos..

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