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Cabem-me nos passos da casa toda
Os restantes traçados quase meridianos de cansaço,
A chuva da mínima fogueira, acesa por dentro
E por pegadas, no metal e pedra
A marca por lapidar no fogo branco,
A luz macia e baça que não se quer acrescentar ao dia.
Do lugar sonâmbulo que me traz por casa,
Ainda a casa toda, trago
Por vestígio de espelho o que hoje não me acordou,
E por dor passageira onde sou invenção do ventre
O cada instante que me sobra escuro, já não sou.
Cabe-me no peito o pássaro,
O mínimo vento da asa, aragem
O alicerce da casa onde os meus passos não me adivinham,
Passada rápida, contrafeita
Pelo tempo que foi, onde não estou
Nem fui, nem me rejeita:
- Inventaremos a passagem
No que nas minhas pegadas se imagina que sou.
Cabem-me nas sombras do todo o passo
Cicatriz do dia inteiro por meu mínimo horizonte,
O pouco de meu corpo compasso
A medida itinerária, a desajeitada ciência
Do que mais adiante será o resto do corpo,
Do que não me cabe, nem trago ou sou:
- Esse arrumo, apenas um passo
Do que antes foi meridiano da casa,
Do traço do tempo que não me alterou.
É vestígio do passo, minha casa toda,
O meu lapso tempo
Que trago por astro, peito adentro
Por defeito.
Maio 2011, 18
[texto inspirado e “lido” no trabalho de imagem Hipstamatic_2011#78, de Dodo Veneziano, que gentilmente autorizou a reprodução, e cujos os direitos detém completamente.
Um enorme, imenso abraço, Dodo]
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Peito adentro, passo pós passo, cabe o passado, a vida toda, o que nos formou. E cabe a poesia dos pequenos detalhes e de grandes olhares.
ResponderEliminarBelíssimo.
Grande abraço!
Seu horizonte tem um quê de solidão...
ResponderEliminardespedida, saudades e dor...
Tudo ali muito visivel.
Deixo-te com o Teatro Mágico:
"Hoje eu vivo em paz sozinho
Muitos passarão
Outros tantos passarinho
Muitos passarão"
(...) Por vestígio de espelho o que hoje não me acordou
ResponderEliminareste verso despertou em mim a vontade de acordar para a vida e com passos firmes fazer a diferença no dia-a-dia...
abraço apertado
los caminos siempre nos aceleran el pulso y la espectativa
ResponderEliminarAbrazo y feliz fin de semana
Achei seu blog muito bem esquematizado
ResponderEliminarsensacional o desing, sério.
apareça sempre, abrçs!
o texto entrou bem dentro do peito e lá ganhou raízes
ResponderEliminaradorei o design do blogue
Beijo
Laura
'' que trago por astro, peito adentro Por defeito''
ResponderEliminaradorei''
seguindo (:
Cabe-me no peito o pássaro...
ResponderEliminarCabem aqui tantas palavras que não vêm...fica sempre o arrebatamento.
Beijos
Agradeço o carinho de tua visita e estou retribuindo.
ResponderEliminarAprendi muito, seu blog deve ser sorvido com calma e atenção aos detalhes.
grande abraço
Bom dia!
ResponderEliminarPassando para uma visita de final de semana!
Saudações,
Carla
Cheguei a seu blog por um comentario que vc fez no blog de uma amiga.
ResponderEliminarAdorei o seu espaco. Voltarei com mais calma.
Este poema postado pro vc..'e marailhoso..
Lindas metaforas...
Te convido para conhecer o meu cantinho..
mdfbf.blogspot.com
Se gostar..aporte-se por la.
Sera um prazer recebe-lo.
Um Abraco,
Ma Ferreira
Que lindo! Lindo, vc, lindo o texto!
ResponderEliminarbj.
Fabuloso!
ResponderEliminarÉ um prazer passar por cá com um olhar de perto...
BJ
belo poema,
ResponderEliminarobrigado pela visita ao Casa de Paragens
abraços
Muito bonito seu blog, Leonardo.
ResponderEliminargrande abraço
A nau anônima viaja por seus horizontes nunca definitivos. Adorei a passagem e suas marcas no blog. Abrs
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