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Guardo por sobrevivente e por dentro da pele
[uma casa habitada que trago]
em contradição,
como despojos, as pulsações, os ínfimos fragmentos
o que sobeja da pedra quente no canto esquerdo do peito
já tão estranho viver no mundo, mas parcela diurna do corpo
há muito intacto no barro, húmida meada, em coração dobado
que bate
ainda, ferrugento e intacto.
É o mínimo acto, a terra distante, ausência fóssil
que bate, que resta, que me toma e
Me guarda num amanhecer sobrevivente por dentro da pele.
Assim seja a raiz da pedra, o chão quebrado
e em sombra adiada, aconteça efémero o apelo da escuridão
o corpo,
em osso tornado na forma da palavra
Tomado do silêncio, guardado onde não vou demorar
a rosa pálida que sobrevive no peito quente, adventícia raiz
e sensível astro mineral que trago e traço num céu em fogo já usado
no talhe, em arame de vocábulo em decomposição.
Este, encravado, amanhecido dentro da pele
inscrito como estrela dupla, janela entreaberta no esquerdo canto
do peito,
apago no chão em passo que me mora,
e percorro a palavra que me decora, me basta
no aceso lume onde guardo a brasa que resta desta pedra
que bate
e me faz as vezes da casa.
A casa
por projecto dum céu tão vasto e compacto,
coração que me diz
e me conduz.
Ainda assim, por vezes
sou folha, sou grão ou soalho
guardo o tempo no tempo
dentro do corpo que já me foi raiz.
Maio 2011, 29
[texto inspirado e “lido” no trabalho de imagem Marina, de Xenia Melnik que gentilmente autorizou a reprodução, e cujos os direitos detém completamente.
Um enorme, imenso abraço, Xenia]
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Очень интересная и умиротворенная работа.Мне нравится.
ResponderEliminarhá sempre uma casa, um caminho, e dois horizontes
ResponderEliminarBeijo
LauraAlberto
Bonjour... Je voulais séduire.
ResponderEliminarSoy la muerte quien seduce.
Con el beso de la araña.
Soy la muerte quien te atrapa.
Con las garras del infierno.
Soy la muerte quien provocas.
En silencio proclamado.
Soy la muerte quien te arranca.
El aliento de tu Alma.
Bonjour... Je voulais séduire.
Soy la muerte quien vigilia.
Con el beso prometido.
Soy la muerte sigilosa.
Con el mal en mis colmillos.
Soy la muerte que tu buscas.
Con las llamas perfumadas.
Soy la muerte quien desgarra.
El abismo de tu Alma.
Bonjour... Je voulais séduire.
Dulce Amanecer, mi beso.
oscuro poema, t4riste, y evocativo, guardamos tantos cuartos dentros como habitaciones en una casa, somos una casa llena de historias y mudanzas
ResponderEliminarbesitos y buena semana
vaga, livre, a alma.
ResponderEliminar=)
bjsmeus
Olá.
ResponderEliminarObrigado pela sua visita.
O coração lindo vai convidar toda a paz.
espaço lindo pintado no Japão ...
forte abraço, do Japão.
ruma
Olá, bom dia!
ResponderEliminarPasse lá no meu blog de Poesias.
Se gostar e quiser me seguir, vou adorar. Já te sigo! Gostei do seu blog. Mega abraço, João, poeta.
www.ludugero.blogspot.com
Até mais!
Felicidades!!!
As suas palavras são lindas.
ResponderEliminarGostei muito.Virei mais vezes.
Beijos
Fico por cá...para ler tudo o que de belo se escreve nestas linhas que nos unem num horizonte desconhecido!!!
ResponderEliminarParabéns pela escrita! aprecio...fico por cá!
Beijinhos mil
Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog "luz pra viver". Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs
ResponderEliminarNarroterapia:
Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.
Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.
http://narroterapia.blogspot.com/
inspiradores palavras
ResponderEliminarque exalam perfumes que ressaltam a mente
obrigado pela visita, grande abraço
João
Lindo pasear por tu prosa poética.
ResponderEliminarSaludos
un fuerte abrazo Leo, mil gracias por tus palabras
ResponderEliminarpasa un fin de semana precioso!!
Lindo!
ResponderEliminar"Me guarda um amanhecer sobrevivente por dentro da pele" Sensacional!
Leonardo,
ResponderEliminarLi e reli teu poema, e notei a força nas palavras e nas metáforas.
Na verdade somos uma casa, na qual guardamos nossas assombrações, nossos sonhos, nossas fantasias, nossas alegrias, nossos pedaços...
Parabéns pelo poema.
Beijokas doces
Hermosísima prosa poética, lindo encotrar tu blog.
ResponderEliminarSaludos
Estamos distantes e ao mesmo tempo tão perto..
ResponderEliminarA amizade
que nos une pode vencer todas as distâncias.
Ela sim é mais forte que o tempo.
No decorrer da nossa existencia se vacilamos
em alguma coisa.
Seus verdadeiros amigos estão ali sempre
a seu lado mesmo se o Mundo conspire
contra você.
Hoje quero deixar um abraço através dessa telinha e dizer
te amo linda amizade por tudo que representa na minha vida.
Um beijo carinhoso,Evanir.
Tem o presente na postagem.
Amigos Para Sempre.
Amigos um belo dia do amigo pra vcs... na musica do milton nascimento e fernando brant a belíssima _Canção da América_, nada pode representar melhor um amigo e a sua importância...
ResponderEliminarCanção da América
Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves,
Dentro do coração,
assim falava a canção que na América ouvi,
mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir,
mas quem ficou, no pensamento voou,
com seu canto que o outro lembrou
E quem voou no pensamento ficou,
com a lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito,
mesmo que o tempo e a distância, digam não,
mesmo esquecendo a canção.
O que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Pois, seja o que vier,
venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.
depois disso é esperar que nossos corações emocionem-se com nossas amizades como emocionamo-nos qdo ouvimos esta declaração de amor, tão maravilhosamente interpretada na voz do meu querido milton nascimento.
e esperar que cada um de nós escute o que fala o nosso coração...ate pq tudo que eu queria dizer eles já falaram, faço minha a voz deste gigante da nossa musica.
beijinhos queridos um belo dia do amigo todos...
Rascunhos2
Leonardo,
ResponderEliminarum horizonte de poesias.
há um encapsulamento do tempo, da pedra quente no canto esquerdo do peito e do que nutri essa poesia dentro da pele, dentro desse corpo ora raíz que torna tão bom de se ler! belíssimas metáforas!
um abraço!
hola!!!!! he vuelto,de un largo exilio,de salud...
ResponderEliminarbellisimo poeta,muy muy bello trabajo!
te felicito!
un abrazo enorme,gracias
lidia-la escriba
Oi querido!
ResponderEliminarRaizes! Perfeito o final
Tudo de bom Mil cores na sua vida
A maravilhosa descoberta de somos corpo e muito mais que corpo... Lindo!
ResponderEliminarAbraço!
El horizonte, que lejos está, y que poco falta para llegar.
ResponderEliminarTenho lido.
ResponderEliminarMuito bonito do ponto de vista estético, este seu blog.
Lindíssimos os textos que escreve, inspirados em "imagens", também criteriosamente escolhidas.
Parabéns.